17 novembro 2010

A paz queridos(as)!Quero compartilhar com os amados um texto que li hoje.



Orar pelos que perseguem


Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.(Mateus 4.44)

O texto de Mateus 5.38-48 apresenta uma atitude de verdadeira abnegação em favor dos inimigos: ao que lhe bater em um lado da face, ofereça-lhe também o outro; ao que pleitear por algo, declare-o vencedor; dê auxílio a quem peça; bendiga os que o maldizem; faça bem aos que o odeiam; ore pelos que o maltratam e perseguem.

Segundo muitos comentaristas, esse conceito de amar os inimigos não é encontrado em qualquer outro livro religioso dos mais diversos povos e nações. O nosso Deus, ao estabelecer esse modo de proceder para Seus filhos, queria que nós, por atos como esse, nos assemelhássemos a Ele. Se realmente existe um só Deus e se nós somos o povo escolhido por Ele, não é de admirar que Ele queira fazer que em nós exista a diferença que deve existir entre o santo e o imundo, entre aquele que Lhe serve e aquele que O rejeita. Ele quer que realmente sejamos à Sua imagem e semelhança.


Contexto Histórico

A época em que Jesus pregou essa mensagem era muito difícil. O povo judeu encontrava-se politicamente cativo pelos romanos; portanto, estes eram seus maiores inimigos. Havia influência de várias culturas (grega e romana, dentre outras), o que gerava a introdução de novas formas de pensar e de ver a vida, afetando, inclusive, a interpretação da Lei Mosaica.

A Lei dizia: Amarás o teu próximo como a ti mesmo (Lv 19,18). Mas, quer por inserção dos escribas quando das cópias que faziam da Lei, quer por interpretação dos fariseus (religiosos da época), o mandamento era completado da seguinte forma: e aborrecerás o teu inimigo (Mt 5,43). Ora, essa orientação não vinha de Deus, não constava na Lei; era uma ação diabólica para manter o povo preso a uma religiosidade que não levava a nada, que não gerava vida, pois sem o cumprimento do mandamento do amor é impossível andar com Deus.

Repare que o texto não diz: "está escrito", o que os levaria à Lei. Antes, Jesus diz:Ouvistes que foi dito (Mt 5,43). Aquelas palavras (e aborrecerás o teu inimigo) eram ditas pelo povo como se fossem ordenanças de Deus. Então o Senhor Jesus, majestosamente, traz aquela mentira à tona; desmascara Satanás, que penetra sorrateiramente entre o povo de Deus, disseminando suas falsas doutrinas.

Hoje, infelizmente, o mesmo tem acontecido. Há quem não concorde com certas declarações da Palavra e, por isso, começa a criar frases que agradam às pessoas que se acercam delas. Com o passar do tempo, essas frases são aceitas como se fossem parte da Palavra. Mas são apenas tradições que nada têm a ver com a Verdade.
O inimigo continua usando a mesma tática nos dias de hoje. Às vezes, as pressões são tantas que muitos filhos de Deus se desesperam e começam a tomar atitudes contrárias da Palavra. É preciso ter muito cuidado, pois os fins jamais justificam os meios.

Na Idade Média, a Igreja Católica, quando precisava de fundos para as suas obras, usava o instituto da venda de indulgências, de maneira que as pessoas que fizessem elevadas doações compravam antecipadamente o perdão para os pecados que viessem a praticar posteriormente, bem como pelos já praticados. Hoje, há líderes que, no desespero de conseguir comprar alguma coisa ou de realizar alguma obra, orientam o povo a que se sacrifique , tirando como exemplo os sacrifícios do A ntigo Testamento. De modo criminoso, eles passam por cima das declarações da Palavra de que as bençãos nos são dadas gratuitamente pela fé. Contra essas aberrações, a Sagrada Escritura nos orienta:
Mas Espírito expressamente diz que, nos últimos tempos, apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores e a doutrinas de demônios. ( 1 Timóteo 4.1)

Voltando aos tempos de Jesus, vemos que, naqueles dias, ouvir que era preciso amar os inimigos era como receber uma punhalada pelas costas. "Amar um romano! Impossível!" Havia a revolta pela opressão política; além disso, não podemos nos esquecer de que o judeu, historicamente, era um povo que havia sido um grande conquistador (nos tempos do Antigo Testamento) e, por isso, não estava acostumado a amar os inimigos - traduzidos por qualquer pessoa que não fosse judia. Para um judeu, o próximo da Lei referia-se a um outro judeu, jamais a um gentio (aquele que pertencia à outra nação qualquer).

Se Jesus havia atingido os falsos religiosos da época ao dizer para amarem os inimigos, agora, com aquela ordem para orar pelos perseguidores Ele atingia diretamente os cristãos, pois estes eram os mais perseguidos, não só pelo judaísmo como também pelos romanos. Estava dizendo ao Seu povo que teriam de orar por aqueles que já os perseguiam por causa do cristianismo.

Nos dias do ministério terreno do Senhor Jesus, as autoridades judaicas estavam decididas a punir qualquer pessoa que declarasse Jesus como o Cristo. Tal fato pode ser claramente visto na passagem em que o cego de nascença foi curado pelo Senhor Jesus. (Leia João 9.18-22)

Mais tarde, essa perseguição tornou-se muito mais intensa, levando milhares de cristãos às arenas, para serem devorados por leões ou queimados vivos como espetáculo ao povo e ao império.
Muito bem. podemos assim imaginar quão difícil foi aos primeiros discípulos (eles eram judeus) aceitar aquela mensagem do Senhor Jesus; mas e hoje, como ela tem sido vivenciada pelo povo de Deus?

A perseguição permanece e o mandamento também

A perseguição não terminou. Até pouco tempo, em nossa pátria, irmãos nossos pagaram um alto preço por pregar a Verdade. Em alguns países do mundo, a perseguição está tão viva quanto foi nos dias do Império Romano.

Muitos podem dizer: "Ah, eu sinto muito, mas essa é a única parte a Bíblia que não consigo pôr em prática". Se esse é o seu pensamento, meu amigo, então digo que você não cumpre parte qualquer da Palavra, pois o amor ao próximo é a segunda parte em que se resumem todos os mandamentos de Deus - a primeira é amar a Ele sobre todas as coisas.

Essa segunda parte é o ponto de partida para a vida abundante que Ele nos oferece. Certamente, aqueles que não conseguem amar o próximo como a eles próprios jamais poderão se aproximar de Deus para receber qualquer benção; Amar ao próximo, seja ele amigo ou inimigo, da mesma maneira que amamos a nós mesmos é um dos melhores modos de mostrar ao diabo que o senhorio dele sobre a nossa vida acabou e que Jesus agora é o nosso autêntico e único Senhor e Salvador de nossas vidas.
O mandamento de Mateus 5.44 incluiu a ordem de orar por aqueles que nos perseguem. Alguém pode declarar que isso já é demais. Não, não é demais. É a medida exata do nosso serviço a Cristo. Lembre-se de que éramos trevas, estávamos debaixo do domínio e direção do maligno. Estávamos longe de Deus, mas agora estamos perto. Temos sobre a nossa vida um novo Senhor, cuja essência é amor, e que quer derramar Sua natureza sobre nós, tirando da nossa vida, por completo, tudo o que pertence à natureza do nosso antigo senhor.
Não importa o preço a ser pago. Se quisermos ser obedientes e fazer a vontade do nosso Pai, temos que Lhe obedecer, nos assemelhando a Ele, e orar por aqueles que nos perseguem, mentem a nosso respeito ou nos prejudicam. Temos de amá-los, enviando-lhes presentes espirituais, lutando espiritualmente para que sejam libertos das garras do nosso verdadeiro e único inimigo, o diabo.



A palavra declara que a oração do justo surte grande efeito.

Orai uns pelos outros, para que sareis; a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos
Thiago 5.16

Crendo no que o nosso Deus fala a nosso respeito, devemos entrar decididos na batalha de oração para libertar de qualquer envolvimento maligno aquela pessoa que teima em nos perseguir e nos odiar. Quando oramos por aqueles que nos amaldiçoam, estamos abençoando não só a vida deles, mas alargando o nosso próprio caminho,pois o presente do homem alarga-lhe o caminho, e o leva à presença dos grandes. (pV 18.16).
Mas que tipo de oração devemos fazer por aqueles que nos perseguem para que sejam justiçados ou abençoados? Seria o mesmo tipo de clamor que fez Elias quando pediu que descesse fogo dos céus sobre os inimigos? Afinal, sendo filhos de Deus, temos autoridade para fazer como Elias. Não, nós não somos do mesmo espírito de Elias; somos do Espírito de Cristo.

E os discípulos Tiago e João, vendo isso, disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma, como Elias também fez? Voltando-se, porém, repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois. Porque o Filho do Homem não veio para destruir as almas dos homens, mas para salvá-las.(Lucas 9.54-56)

Orar pelos inimigos, contudo, não significa que devemos ficar como "bobinhos", chorando diante de Deus para que Ele lhes dê emprego, saúde ou qualquer outra benção. Isso também deve fazer parte da nossa oração por eles, mas orar pelos nossos inimigos significa ir muito além disso. Devemos chegar diante do trono do nosso Pai para combater os principados, as potestades, os príncipes das trevas deste século, as hostes espirituais da maldade que estão dominando e instigando aquele perseguidor a nos fazer mal. Pois a nossa luta é mais séria do que algumas lágrimas de piedade que derramemos em favor de alguém.

Porque não temos que lutar contra carne e sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra aas hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais. (Efésios 6.12) 

Fiquem com Deus sempre!
Com carinho!

Um comentário:

Francisco Araújo Netto disse...

Cara Dayse, paz e parabéns pelo teu blog.

Att.,
http://operfildetodacrista.blogspot.com/

Profº Netto, F.A.